Para começar escolhi o Itaú. Pois não é apenas um anúncio, mas uma campanha. E elas tem uma certa duração, geralmente um ano, e tratam de um assunto específico.
Como a campanha é ampla, provavelmente farei vários posts dela aqui. Mas vamos pelo início. O título e o vídeo inicial.
O mundo muda. É uma verdade. Eu sei, você sabe, é possível comprovar isso em vários aspectos; materiais, sociais, religiosos, existenciais. Afinal, hoje você já trocou de roupa: mudou. E essa frase representa muito bem a sociedade atual, pós-moderna, onde a velocidade das mudanças são incríveis. Isso tudo se dá, principalmente, pela velocidade da informação. Essa sua roupa já está ficando meio anteontem. Como falar sobre isso é complexo, o Itaú fez um video infográfico para explicar melhor isso, nele aparecem quais as mudanças que o banco acha importante, mas não para ele, para você (se você achasse bom a escravidão, ela estaria lá também, mas não acha, não é?). Porque o Itaú muda com você. E isso é importante na campanha. Primeiro porque ele divide a responsabilidade dessa mudança com você, afinal vocês estão juntos, certo? (isso não é outro banco?). Ele trás o grande mote da contemporaneidade, todo mundo fala tudo, para todo mundo, o tempo todo. Lembra que é a informação que muda? (Ainda tá com essa roupa?) E o banco como captador de informação, quer a sua e a de todos para mudar e ficar de uma forma mais desejavel possível.
Tá tudo lá no vídeo. Vivemos mais e melhor, as mulheres tem mais poder, nos comunicamos mais, há menos preconceito (éééé????). Enfim daria uma boa questão de vestibular.
Mas esse poderia ser um vídeo de qualquer instituição, o que o faz ser do Itaú? O Itaú sempre se colocou como o banco do futuro, conectado, informatizado, ou seja, um banco antenado que se espera que apresente tendências. Esse vídeo é bem internetês, com imagens vetoriais, linguagem de internet e claro as cores (laranja, azul, branco e amarelo). Isso por sinal será tema de um post aqui.
Esse é o posicionamento do banco nesse ano, como isso de dará nos seus produtos, veremos mais pra frente. Mas percebam que ele se apropria de uma ideia generalista que dá espaço para ele mudar a cor do papel do extrato ou até virar uma granja, que obviamente só venderia ovos laranjas.
Esse primeiro post fui mais genérico, em outros farei uma análise mais focada em detalhes técnicos, mas por ora é isso. Até o próximo. E... muda essa roupa, afinal o mundo muda. E eu, se fosse você, mudaria essa roupa... que horror.